Infertilidade masculina em São Paulo: quando investigar e o que o espermograma mostra

Depois de doze meses de tentativa sem gravidez, a avaliação é do casal, e o fator masculino participa de cerca de metade dos casos. Explico o que a investigação masculina inclui, o que o espermograma diz e o que ele não diz.

Revisado por Dr. Lucas Fraga, CRM 203663 SP | RQE 126280 · Atualizado em 14 Ago 2026 · 6 min de leitura

Em resumo

Quando um casal tenta engravidar por doze meses sem sucesso, a recomendação é avaliar os dois ao mesmo tempo, o fator masculino está envolvido em aproximadamente metade dos casos. A investigação masculina começa com história clínica, exame físico e espermograma, e o espermograma precisa de pelo menos duas amostras, porque um único resultado alterado pode não representar a condição real. Se a parceira tem mais de 35 anos, ou existe histórico relevante em um dos dois, faz sentido antecipar a avaliação em vez de esperar completar o ano.

Uma cena que se repete no consultório: o casal tenta engravidar há mais de um ano, e a mulher já fez toda a investigação enquanto o homem ainda não fez o primeiro exame. Vale dizer com clareza: o fator masculino participa de cerca de metade dos casos.

Quando começar a investigar

A referência são doze meses de tentativa com relações regulares e sem contracepção. Mas há situações em que antecipar é o certo: parceira acima de 35 anos, cirurgia ou trauma testicular, criptorquidia, uso prévio de anabolizantes, ou alguma alteração que o próprio homem já notou.

O que a avaliação masculina inclui

  • História clínica: cirurgias, infecções, caxumba após a puberdade, medicamentos, anabolizantes, exposições.
  • Exame físico dos testículos e do cordão espermático. É aqui que se identifica varicocele, por exemplo.
  • Espermograma, com pelo menos duas amostras.
  • Exames hormonais quando indicado, e investigação adicional em casos selecionados.

O espermograma não é um teste que responde sim ou não. Ele descreve volume, concentração, movimento e forma. Parâmetros normais não garantem gravidez, e parâmetros alterados não a excluem. Ele é uma peça do quadro.

Por que avaliar os dois ao mesmo tempo

Porque fertilidade é uma conta do casal, e o tempo conta para os dois. Investigar em paralelo evita meses perdidos e permite que a decisão seja tomada com o quadro completo na mesa, não com metade dele.


Se vocês estão nessa tentativa há um tempo e a parte masculina ainda não foi avaliada, esse é um passo simples de dar e que muda o planejamento. Agende uma consulta e vamos organizar a investigação.

Quer conversar comigo sobre esse assunto?

Atendo em São Paulo. Avalio cada caso de forma individual, com avaliação clínica e laboratorial criteriosa e conduta baseada em evidência.

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Perguntas frequentes

Por que dois espermogramas?

Porque a produção de espermatozoides varia com o tempo e é afetada por febre, infecção, medicamentos e intervalo de abstinência. Uma amostra alterada isolada não define nada. Duas amostras, colhidas com intervalo adequado, dão um retrato bem mais confiável.

O que o espermograma não mostra?

Ele avalia volume, concentração, movimento e forma, mas não é um teste de fertilidade que responde sim ou não. Homens com parâmetros dentro da referência podem ter dificuldade, e homens com parâmetros alterados podem engravidar a parceira. Ele é uma peça do quadro, não o veredito.

O que mais entra na avaliação masculina?

História clínica detalhada (cirurgias prévias, infecções, caxumba após a puberdade, uso de anabolizantes ou medicamentos, exposições ocupacionais), exame físico dos testículos e do cordão espermático, e exames hormonais quando indicado. Em casos selecionados, imagem e investigação genética.

Vale esperar completar um ano em qualquer situação?

Não. Antecipar a avaliação faz sentido quando a parceira tem mais de 35 anos, quando há histórico de cirurgia ou trauma testicular, criptorquidia, uso prévio de anabolizantes, ou quando o próprio homem já percebeu alguma alteração. Nesses casos, esperar só atrasa a resposta.

Fontes e referências

Este conteúdo foi baseado em fontes médicas reconhecidas:

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Formação e credenciais do Dr. Lucas Fraga

Urologista membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), com fellowship em medicina sexual e reprodutiva pela USP, mestrando em urologia pela USP e membro da International Society for Sexual Medicine (ISSM). Atuação voltada à saúde masculina global e ao cuidado integral do homem, com conduta ética, baseada em evidências científicas e com espaço para o paciente falar do que o incomoda.

Formação e atuação

  • Membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)
  • Fellowship em Medicina Sexual e Reprodutiva pela USP
  • Mestrando em Urologia pela USP
  • Membro da International Society for Sexual Medicine (ISSM)
  • Atuação em saúde masculina global e cuidado integral do homem

Autor e Revisor: todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Lucas Fraga, garantindo informações precisas e atualizadas.

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