Definição e Critérios Clínicos
A definição clínica de Ejaculação Precoce evoluiu ao longo dos anos, sendo hoje mais focada no tempo e no impacto negativo na qualidade de vida.
O Critério do Tempo
A Associação Internacional de Medicina Sexual (ISSM) define a Ejaculação Precoce como uma ejaculação que ocorre consistentemente com ou antes de aproximadamente um minuto após a penetração vaginal, no caso da EP Primária.
Para a EP Adquirida, o critério é uma redução clinicamente significativa do tempo de latência intravaginal da ejaculação (IELT), geralmente para três minutos ou menos.
Os Três Componentes Chave da EP
- Tempo Reduzido: O IELT (Tempo de Latência Ejaculatória Intravaginal) curto
- Incapacidade de Controle: A dificuldade ou incapacidade de adiar a ejaculação
- Consequências Negativas: Sofrimento pessoal, angústia, frustração e/ou evitação da intimidade sexual
O Processo Neurobiológico da Ejaculação
Para entender a EP, é fundamental compreender como a ejaculação é controlada no sistema nervoso central (SNC). A ejaculação é um reflexo complexo, mediado principalmente pela medula espinhal, mas modulado por centros superiores no cérebro.
O Eixo Central de Controle: A Serotonina
O principal neurotransmissor envolvido na regulação do reflexo ejaculatório é a Serotonina (5-hidroxitriptamina).
- Função da Serotonina: Exerce efeito inibitório sobre o reflexo ejaculatório
- Receptor 5-HT1A: Sua ativação tende a acelerar a ejaculação (ação pro-ejaculatória)
- Receptor 5-HT2C: Sua ativação tende a retardar a ejaculação (ação anti-ejaculatória)
Estudos sugerem que indivíduos com EP Primária podem ter uma disfunção serotoninérgica congênita, resultando em uma inibição insuficiente do reflexo.
Fases do Reflexo Ejaculatório
- Fase de Emissão: O sêmen é propelido para a uretra prostática. Esta fase é irreversível e sinaliza o "ponto sem retorno"
- Fase de Expulsão: Contrações rítmicas dos músculos do assoalho pélvico resultam na expulsão do sêmen
Causas e Fatores Contribuintes
A. Fatores Neurobiológicos e Fisiológicos
- Disfunção Serotoninérgica: Desequilíbrio na modulação da serotonina
- Hipersensibilidade Peniana: Sensibilidade tátil aumentada no glande
- Problemas Hormonais: Alterações nos hormônios tireoidianos ou prolactina
- Disfunção Erétil: Muitos homens com DE desenvolvem EP como mecanismo compensatório
B. Fatores Psicológicos e Comportamentais
- Ansiedade de Desempenho: Monitorização excessiva das sensações aumenta a excitação
- Estresse e Depressão: Alteram a química cerebral e o foco
- Aprendizado Comportamental: Padrões de ejaculação rápida desenvolvidos na adolescência
- Conflitos de Relacionamento: Podem exacerbar a ansiedade sexual
C. Fatores Urológicos e Clínicos
- Prostatite: Inflamação da próstata pode aumentar a excitabilidade
- Abstinência Sexual Prolongada: Acúmulo de excitação pode levar a ejaculação mais rápida
- Síndrome Metabólica: Doenças vasculares e diabetes podem impactar a função sexual
O Mecanismo da Perda de Controle
A forma como o homem experimenta a EP é a perda do Controle Cognitivo e Comportamental sobre a fase de Emissão:
- Aceleração da Excitação: Por questões biológicas ou psicológicas, o corpo atinge o pico mais rapidamente
- Fracasso na Modulação Central: O córtex cerebral não consegue enviar sinais inibitórios suficientes
- "Ponto Sem Retorno" Precoce: O homem percebe a inevitabilidade ejaculatória muito antes do desejado
Tratamento Especializado em São Paulo
O Dr. Lucas Fraga oferece diagnóstico preciso e tratamento personalizado para ejaculação precoce no Itaim Bibi.
Agendar pelo WhatsApp