Doença de Peyronie no Itaim Bibi, São Paulo: tratamento da curvatura peniana

Nem toda curvatura é doença: existe a curvatura de sempre, presente desde a adolescência, e existe a que aparece na vida adulta com endurecimento e dor. Explico como diferenciar as duas e por que o momento da avaliação muda a conduta.

Revisado por Dr. Lucas Fraga, CRM 203663 SP | RQE 126280 · Atualizado em 10 Ago 2026 · 6 min de leitura

Em resumo

Curvatura presente desde a adolescência, estável e sem endurecimento palpável, geralmente é congênita e só precisa de tratamento se atrapalhar a relação. A Doença de Peyronie é diferente: aparece na vida adulta, envolve a formação de uma placa de fibrose na parede do corpo cavernoso e costuma passar por uma fase ativa, com dor e mudança progressiva da curvatura, antes de estabilizar. Distinguir as duas e saber em que fase o quadro está é o que define a conduta, porque tratamento na fase ativa e na fase estável não são a mesma coisa.

Curvatura no pênis é um assunto que muitos homens levam anos para trazer à consulta. Vale começar desfazendo um nó: nem toda curvatura é doença, e as duas situações mais comuns têm origem, evolução e conduta diferentes.

A curvatura que sempre existiu

Quando a curvatura está presente desde as primeiras ereções, não dói, não tem área endurecida e não mudou com o tempo, geralmente é de origem congênita. Ela só entra em discussão de tratamento se atrapalhar de fato a relação.

A curvatura que apareceu

A Doença de Peyronie é outra história. Surge na vida adulta, envolve a formação de uma placa de fibrose na parede do corpo cavernoso e costuma vir com dor na ereção e mudança progressiva da curvatura. Depois de um período, o quadro tende a estabilizar.

Saber se o quadro está na fase ativa (ainda mudando, com dor) ou na fase estável muda a conduta por completo. A correção cirúrgica é discussão de fase estável; na fase ativa, o foco é controlar a dor e acompanhar a evolução.

O que a avaliação inclui

  • História detalhada: quando começou, se mudou, se dói, se houve trauma.
  • Exame físico, para localizar e caracterizar a placa quando ela existe.
  • Grau e direção da curvatura, e o impacto real na relação.
  • Função erétil, porque as duas coisas frequentemente caminham juntas.

Se você percebeu uma mudança na forma ou sente dor na ereção, essa é uma queixa urológica como qualquer outra e existe muito a esclarecer numa única consulta. Agende uma avaliação e vamos entender em que ponto está o seu caso.

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Atendo em São Paulo. Avalio cada caso de forma individual, com avaliação clínica e laboratorial criteriosa e conduta baseada em evidência.

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Perguntas frequentes

Como sei se é congênita ou Peyronie?

A história costuma dizer muito. Curvatura que existe desde as primeiras ereções, sem dor e sem mudança, sugere origem congênita. Curvatura que surgiu na vida adulta, mudou ao longo de semanas ou meses, dói na ereção ou vem com uma área endurecida palpável aponta para Doença de Peyronie. O exame físico confirma.

Por que a fase do quadro importa tanto?

Porque a Peyronie tem uma fase ativa, em que a placa está se formando e a curvatura ainda muda, e uma fase estável, em que o quadro parou de progredir. Correção cirúrgica é discutida na fase estável; na fase ativa a prioridade é controlar dor e acompanhar a evolução. Operar cedo demais pode significar operar um quadro que ainda ia mudar.

Toda curvatura precisa ser corrigida?

Não. O que orienta a conduta é o impacto: se a curvatura impede ou dificulta a penetração, causa dor, ou compromete a função. Curvatura discreta, estável e sem prejuízo funcional geralmente não exige correção.

Existe relação com dificuldade de ereção?

Existe, e é comum os dois andarem juntos. Por isso a avaliação inclui a função erétil, e não apenas a curvatura: tratar a deformidade sem olhar a ereção pode deixar metade do problema sem resposta.

Fontes e referências

Este conteúdo foi baseado em fontes médicas reconhecidas:

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Formação e credenciais do Dr. Lucas Fraga

Urologista membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), com fellowship em medicina sexual e reprodutiva pela USP, mestrando em urologia pela USP e membro da International Society for Sexual Medicine (ISSM). Atuação voltada à saúde masculina global e ao cuidado integral do homem, com conduta ética, baseada em evidências científicas e com espaço para o paciente falar do que o incomoda.

Formação e atuação

  • Membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)
  • Fellowship em Medicina Sexual e Reprodutiva pela USP
  • Mestrando em Urologia pela USP
  • Membro da International Society for Sexual Medicine (ISSM)
  • Atuação em saúde masculina global e cuidado integral do homem

Autor e Revisor: todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Lucas Fraga, garantindo informações precisas e atualizadas.

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